Coletivo
Há um tempo atrás eu vi uma mulher (importante no mundo das idéias) dizer que a classe operária não existe mais e que a burguesia alcançou seu ideal de ser uma classe social universal. O padrão de vida e cultura burgueses são os moldes para todos os estratos sociais. O mundo virou uma grande classe média.
Porém, é bom não esquecer que a gente ainda vive num mundo de castas e que nosso sistema se favorece da exploração das classes. Existem os que mandam e os que obedecem. A universalidade da burguesia não alcançou, e nem nunca alcançará, a igualdade no poder monetário dos indivíduos, a possibilidade de concentrar renda e guardar dinheiro. Ao invés disso, - falando de Brasil, que é o que me interessa - as pessoas continuam sendo exploradas, exploradíssimas e continuam abastecendo a fortuna dos poderosos. Porém, cada vez mais tenho a impressão de que os meio e os métodos, as armas que coíbem esse grupo a aceitar a exploração está cada vez menos presente. Me parece (pronome oblíquo não pode funcionar como sujeito, eu sei, já fui revisor, mas tô cagando) que o sistema escravocrata que moldou os padrões trabalhistas desse país está tão profundamente enraizado que as pessoas nem imaginam outra forma de existência.
Se todo povo tem o governo que merece, acho que ele tem também o trabalho que deseja.
Nesse momento eu podia citar Platão, outros caras, me estender longamente e demonstrar toda a minha prolixidade. Mas só estou dizendo tudo isso porque eu quero xingar um filho da puta de um cobrador de ônibus que acha que um coletivo lotado é culpa da incompetência dos passageiros em viver em sociedade e com quem eu tive que gritar para poder descer do ônibus. Você merece trabalhar muito, ganhar pouco e morrer cedo.
PS – Existe um outro filho da puta, muito pior e maquiavélico, que é quem tá causando tudo isso – o prefeito de São Paulo que reduziu absurdamente a frota de ônibus e mostra pra quem ele realmente governa.
Porém, é bom não esquecer que a gente ainda vive num mundo de castas e que nosso sistema se favorece da exploração das classes. Existem os que mandam e os que obedecem. A universalidade da burguesia não alcançou, e nem nunca alcançará, a igualdade no poder monetário dos indivíduos, a possibilidade de concentrar renda e guardar dinheiro. Ao invés disso, - falando de Brasil, que é o que me interessa - as pessoas continuam sendo exploradas, exploradíssimas e continuam abastecendo a fortuna dos poderosos. Porém, cada vez mais tenho a impressão de que os meio e os métodos, as armas que coíbem esse grupo a aceitar a exploração está cada vez menos presente. Me parece (pronome oblíquo não pode funcionar como sujeito, eu sei, já fui revisor, mas tô cagando) que o sistema escravocrata que moldou os padrões trabalhistas desse país está tão profundamente enraizado que as pessoas nem imaginam outra forma de existência.
Se todo povo tem o governo que merece, acho que ele tem também o trabalho que deseja.
Nesse momento eu podia citar Platão, outros caras, me estender longamente e demonstrar toda a minha prolixidade. Mas só estou dizendo tudo isso porque eu quero xingar um filho da puta de um cobrador de ônibus que acha que um coletivo lotado é culpa da incompetência dos passageiros em viver em sociedade e com quem eu tive que gritar para poder descer do ônibus. Você merece trabalhar muito, ganhar pouco e morrer cedo.
PS – Existe um outro filho da puta, muito pior e maquiavélico, que é quem tá causando tudo isso – o prefeito de São Paulo que reduziu absurdamente a frota de ônibus e mostra pra quem ele realmente governa.

